Home » Destaques de Eventos nacionais e internacionais    
s
Eventos Agosto 2010
s
D
S
T
Q
Q
S
S
 
1
2
3
4
5
6
7
8
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
22
23
24
26
27
28
29
30
31
         
S
 
 
 
Busca:

AAAAI - 2007, SAN DIEGO, CA

  1. Corticosteróides tópicos na rinite e na asma – AAAAI 2007, San Diego, CA
    Eduardo Costa – Serviço de Alergia – HUPE/UERJ

Em simpósio noturno na 6ª feira, intitulado “Esteróides nasais: entendendo as diferenças”, foram apresentados dados relacionados a esta importante arma no tratamento da rinite alérgica. Após rever a fisiopatologia e os principais medicamentos usados para o tratamento da rinite, o Prof. Lanny Rosenwasser (Kansas – MO) apresentou novas drogas para uso nasal a serem brevemente lançadas, dentre elas a olopatadina, a ciclesonida e o furoato de fluticasona (em processo de aprovação pela FDA), que apresenta maior afinidade pelos receptores de glicocorticóides que os já disponíveis furoato de mometasona, propionato de fluticasona, budesonida e beclometasona (em ordem decrescente de afinidade).

Em seguida, o Prof. Ketan Sheth (Lafayette, LA), lembrou que, da dose de esteróide aplicada por via nasal, metade é deglutida, e a outra metade fica na mucosa nasal, sendo que uma parcela alcança diretamente a corrente sanguínea. Por isso a possibilidade de efeitos adversos sistêmicos não pode ser negligenciada quando se usa altas doses. Por isso apresentou resultados de estudos que avaliaram os efeitos dos esteróides nasais existentes no mercado sobre o crescimento em crianças. Mostrou que há redução na velocidade de crescimento em um ano com doses diárias de 168 mcg de beclometasona, mas não com 200 mcg de proprionato de fluticasona, e nem com 64 mcg de budesonida, ou 100 mcg de furoato de mometasona.
Em relação ao eixo HHA, alertou que os esteróides de uso sistêmico, como a betametasona, aplicados por via nasal, têm efeito supressor em poucas semanas. Já a ciclesonida, a ser lançada para uso nasal, demonstrou efeito supressor sobre o eixo HAA nas doses maiores (padrão dose-resposta), enquanto o furoato de fluticasona não apresentou efeitos sobre o eixo HHA até em doses supra-terapêuticas (800 mcg/dia).

Ao final o Prof. Rohit Katial (Colorado,CO) apresentou diferentes formas de avaliação do controle da rinite, tanto na prática clínica quanto em estudos controlados, com ênfase nos instrumentos de avaliação da qualidade de vida relacionada a saúde. Ao final descreveu vários aspectos importantes para o desenho dos estudos de eficácia do tratamento em rinite alérgica sazonal e perene.

No domingo, em outra atividade noturna, aconteceu um produtivo debate em interessante formato televisivo, com o título de “Medical Crossfire”. Moderado por Peter Salgo, médico e correspondente da AAAAI para eventos na mídia, com a participação dos Profs. Paul O’Byrne (Canadá), Christine Sorkness (Suécia), Richard Martin, Gary Rachlefsky e Stanley Szefler (EUA), o debate abordou questões práticas do uso de corticosteroids inalados (CI) na asma.

Foi consenso entre os debatedores o uso precoce de CI em todos os pacientes com asma leve persistente, a vantagem da associação de CI com beta-agonistas de longa duração (LABAs) sobre as altas doses de CI isolado na asma moderada e a contra-indicação ao uso de LABAs isoladamente na asma, seja para resgate ou para manutenção.

Todos também concordaram que a terapia com CI deve ser reavaliada num prazo de 6 a 12 semanas, e que estas drogas, apesar de serem as melhores disponíveis para controle clínico a longo prazo, não conseguem evitar ou desacelerar significativamente o remodelamento das vias aéreas e a conseqüente perda de função pulmonar nos pacientes com asma mais grave.
Pontos de intenso debate, onde não houve consenso, foram o aumento precoce da dose de CI nas exacerbações da asma, o uso de CI em dose única diária a longo prazo e a escolha do dispositivo inalável ideal. A opinião final e comum a todos os debatedores disse respeito ao julgamento clínico com bom senso, caso a caso.

Ao final, o Prof. Szefler lembrou que ainda é preciso desenvolver novos métodos, ou melhorar os existentes, para avaliação do efeito anti-inflamatório dos CI na prática clínica e que, por isso, até hoje os guidelines não conseguiram estabelecer quando suspender o uso de CI na asma. O Prof. Rachlefsky enfatizou que a asma é uma doença variável, e por isso o tratamento também tem que variar ao longo do tempo no mesmo paciente, e o Prof. Martin ressaltou a importância da sua individualização, ou seja, o tratamento varia para cada caso.

» Dê a sua opinião sobre o tema acessando o Fórum Médico.
Clique aqui

[sobe] [Volta]

 




   
Copyright © 2007 - ASBAI-RJ
Rua Siqueira Campos, 43 salas 927 / 928 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel/FAX. (21) 2256-4256 - asbairj@asbairj.org.br
   
td>