A esofagite eosinofílica é uma doença crônica que requer terapia prolongada de manutenção. É caracterizada por: eosinofilia esofágica (mais de 15 eosinófilos por campo micoscópico), sintomatologia digestiva de disfagia, vômitos, refluxo, dor abdominal e distúrbios alimentares, porém com o restante do trato gastrointestinal normal.
É fundamental a exclusão diagnóstica do refluxo gastro-esofágico, uma vez que a esofagite eosinofílica não reverte apenas com o emprego dos inibidores da bomba de prótons. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia esofágica. Na endoscopia geralmente estão presentes placas brancas na mucosa, estenoses, e anéis estenosantes. Em 1/3 dos casos de esofagite eosinofílica a mucosa esofagiana apresenta-se normal à endoscopia.
O tratamento inclui: dilatação nos casos estenosantes, manipulações dietéticas (específicas e empíricas), e farmacoterapia. A eliminação dietética pode ser específica baseada na história clínica e nos testes alérgicos para os alimentos em questão. A eliminação empírica de 6 alimentos mostrou-se igualmente eficaz: leite, ovos, trigo, soja, nozes e crustáceos.
Fórmulas de aminoácidos são muito eficazes nesta condição. A farmacoterapia inclui: inibidores de bomba de prótons, corticóides sistêmicos e preferencialmente os tópicos deglutíveis (fluticasona e budesonida em suspensão oral), e atualmente para os casos mais graves os biológicos (mepolizumabe ou IL-5/EV com excelentes resultados). O cromoglicato e o montelucaste não se mostraram promissores.
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